Cânon Bíblico
Do grego kanōn (regra, medida, padrão). Originalmente designava uma vara de medir; passou a significar a 'lista oficial' dos livros reconhecidos como Escritura inspirada.
Definição Geral
A lista dos livros reconhecidos como Escritura Sagrada inspirada por Deus. A principal diferença entre católicos e protestantes está no Antigo Testamento: a Bíblia católica contém 73 livros (46 AT + 27 NT) e a protestante, 66 livros (39 AT + 27 NT).
O cânon católico inclui sete livros deuterocanônicos no Antigo Testamento: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico (Sirácida), Baruc, 1 e 2 Macabeus, além de acréscimos a Daniel e Ester. O Concílio de Trento (1546) reconfirmou formalmente esses 73 livros pelo decreto De Canonicis Scripturis, seguindo a tradição da Septuaginta (LXX) e decisões anteriores dos Concílios de Hipona (393) e Cartago (397).
Visão Católica
O cânon católico inclui sete livros deuterocanônicos no Antigo Testamento: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico (Sirácida), Baruc, 1 e 2 Macabeus, além de acréscimos a Daniel e Ester. O Concílio de Trento (1546) reconfirmou formalmente esses 73 livros pelo decreto De Canonicis Scripturis, seguindo a tradição da Septuaginta (LXX) e decisões anteriores dos Concílios de Hipona (393) e Cartago (397).
Visão Protestante
Os reformadores seguiram o cânon hebraico (Tanakh) para o Antigo Testamento, que contém 39 livros. Os sete livros adicionais do cânon católico são chamados de 'apócrifos' — considerados úteis para leitura edificante, mas não inspirados nem normativos para doutrina. Lutero os incluiu em sua tradução como apêndice, e a Confissão de Westminster (I.3) os lista como livros 'não inspirados' que 'não têm autoridade na Igreja de Deus'.
Fontes e Referências
- 1Concílio de Trento, Sessão IV (1546)
- 2Confissão de Westminster, Cap. I.2-3
- 3Concílio de Hipona (393)
- 4Concílio de Cartago (397)
- 5CIC §120-130