Justificação
Do latim justificatio, de justus (justo) + facere (fazer, tornar). Literalmente, 'tornar justo' ou 'declarar justo'.
Definição Geral
O ato pelo qual Deus torna ou declara justo o pecador, restaurando sua relação com Ele. É o ponto central da divergência teológica entre católicos e protestantes desde a Reforma do século XVI.
A justificação é um processo transformativo real e interior. A graça de Deus, infundida no batismo e nos sacramentos, purifica e renova genuinamente a alma do pecador. A fé é o início e o fundamento, mas a caridade, as obras e a cooperação com a graça são partes integrantes. A justificação pode crescer (por obras meritórias) e ser perdida (por pecado mortal). O Concílio de Trento (Sessão VI, 1547) condenou a ideia de justificação pela 'mera imputação da justiça de Cristo'.
Visão Católica
A justificação é um processo transformativo real e interior. A graça de Deus, infundida no batismo e nos sacramentos, purifica e renova genuinamente a alma do pecador. A fé é o início e o fundamento, mas a caridade, as obras e a cooperação com a graça são partes integrantes. A justificação pode crescer (por obras meritórias) e ser perdida (por pecado mortal). O Concílio de Trento (Sessão VI, 1547) condenou a ideia de justificação pela 'mera imputação da justiça de Cristo'.
Visão Protestante
A justificação é uma declaração forense (legal) de Deus, pela qual Ele imputa ao pecador a justiça perfeita de Cristo. Não é uma transformação interior, mas uma mudança de status diante de Deus. Ocorre num único ato, recebida pela fé somente (sola fide), sem mérito de obras. A santificação (transformação real) é consequência da justificação, não parte dela. Lutero chamou o cristão de simul justus et peccator — 'simultaneamente justo e pecador'.
Fontes e Referências
- 1Romanos 3:24-28
- 2Romanos 5:1
- 3Concílio de Trento, Sessão VI (1547)
- 4Confissão de Westminster, Cap. XI
- 5CIC §1987-1995
- 6Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação (1999)