Autoridade e Escritura

Deuterocanônico / Apócrifo

Deuterocanônico: do grego deuteros (segundo) + kanon (regra/padrão) — 'segundo em tempo de recepção'. Apócrifo: do grego apokryphos (oculto, escondido). Católicos usam 'deuterocanônico'; protestantes usam 'apócrifo'. Os termos refletem posições teológicas opostas sobre os mesmos livros.

Definição Geral

Designação para sete livros do Antigo Testamento (Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1 e 2 Macabeus) e acréscimos a Daniel e Ester, presentes na Septuaginta grega e nas Bíblias católicas (73 livros), mas ausentes das Bíblias protestantes (66 livros). A disputa sobre o status desses livros é a questão meta-teológica mais fundamental: antes de discutir o que a Bíblia ensina, é preciso concordar sobre o que é a Bíblia.

'Deuterocanônico' significa segundo em tempo de recepção, não segundo em autoridade. Esses livros são plenamente canônicos e inspirados, definidos nos concílios de Hipona (393), Cartago (397) e definitivamente em Trento (1546). Constavam na Septuaginta usada pelos apóstolos e pela Igreja primitiva. Hebreus 11:35 alude inequivocamente a 2 Macabeus 7. Os Manuscritos do Mar Morto encontraram originais hebraicos de Tobias e Eclesiástico.

Fontes e Referências

  • 1CIC §120
  • 2Concílio de Trento, Sessão IV (1546)
  • 3Confissão de Westminster, Cap. I.3
  • 4Confissão Belga, Art. 6
  • 5Jerônimo, Prologus Galeatus (~391)
  • 6Atanásio, 39ª Carta Festiva (367)

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