Infalibilidade Papal
Do latim infallibilitas (impossibilidade de errar). Dogma formalmente definido no Concílio Vaticano I (1870).
Definição Geral
Dogma católico segundo o qual o Papa, quando fala ex cathedra (isto é, em sua função de pastor e doutor supremo de todos os cristãos, definindo uma doutrina de fé ou moral para toda a Igreja), é preservado pelo Espírito Santo de ensinar erro.
Definida pela constituição dogmática Pastor Aeternus (Vaticano I, 1870). A infalibilidade não significa que o Papa é impecável ou que tudo o que diz é infalível — aplica-se apenas a pronunciamentos ex cathedra sobre fé e moral dirigidos à Igreja universal. Na história, apenas dois pronunciamentos são consensualmente reconhecidos como ex cathedra: a Imaculada Conceição (1854) e a Assunção de Maria (1950). A infalibilidade é um carisma da Igreja, do qual o Papa participa como cabeça do colégio episcopal.
Visão Católica
Definida pela constituição dogmática Pastor Aeternus (Vaticano I, 1870). A infalibilidade não significa que o Papa é impecável ou que tudo o que diz é infalível — aplica-se apenas a pronunciamentos ex cathedra sobre fé e moral dirigidos à Igreja universal. Na história, apenas dois pronunciamentos são consensualmente reconhecidos como ex cathedra: a Imaculada Conceição (1854) e a Assunção de Maria (1950). A infalibilidade é um carisma da Igreja, do qual o Papa participa como cabeça do colégio episcopal.
Visão Protestante
Rejeitada como inovação sem base bíblica. Nenhum ser humano é infalível — somente a Escritura possui essa qualidade. Protestantes argumentam que papas historicamente se contradisseram e erraram em questões doutrinais (caso do Papa Honório I, condenado por heresia no III Concílio de Constantinopla, 681). A infalibilidade pertence à Palavra de Deus, não a intérpretes humanos.
Fontes e Referências
- 1Pastor Aeternus, Vaticano I (1870)
- 2Mateus 16:18
- 3Lucas 22:32
- 4CIC §891
- 5Lumen Gentium §25