Sucessão Apostólica
Do latim successio apostolica. Conceito de continuidade da autoridade transmitida pelos apóstolos aos seus sucessores, os bispos.
Definição Geral
Doutrina que afirma a transmissão ininterrupta da autoridade ministerial desde os apóstolos de Cristo até os bispos atuais, através da imposição de mãos (ordenação). É o fundamento da estrutura hierárquica da Igreja Católica e Ortodoxa.
A sucessão apostólica é essencial para a validade do ministério sacramental. Cristo confiou autoridade aos apóstolos (Mt 28:18-20), que a transmitiram a seus sucessores por imposição de mãos. O Papa é o sucessor de Pedro, a quem Cristo conferiu primazia (Mt 16:18-19). Sem a sucessão apostólica válida, não há sacerdócio válido nem eucaristia válida. A Lumen Gentium (§20) do Vaticano II afirma: 'Os bispos, por instituição divina, sucederam aos apóstolos como pastores da Igreja.'
Visão Católica
A sucessão apostólica é essencial para a validade do ministério sacramental. Cristo confiou autoridade aos apóstolos (Mt 28:18-20), que a transmitiram a seus sucessores por imposição de mãos. O Papa é o sucessor de Pedro, a quem Cristo conferiu primazia (Mt 16:18-19). Sem a sucessão apostólica válida, não há sacerdócio válido nem eucaristia válida. A Lumen Gentium (§20) do Vaticano II afirma: 'Os bispos, por instituição divina, sucederam aos apóstolos como pastores da Igreja.'
Visão Protestante
A maioria dos protestantes rejeita a necessidade de uma cadeia de ordenação ininterrupta. A verdadeira 'sucessão apostólica' consiste na fidelidade ao ensino apostólico registrado na Escritura, não numa linha institucional de imposição de mãos. A Igreja é apostólica quando ensina a doutrina dos apóstolos. Anglicanos e alguns luteranos mantêm uma forma de sucessão episcopal, embora interpretem-na de modo diferente dos católicos.
Fontes e Referências
- 1Mateus 16:18-19
- 2Atos 1:20-26
- 3Lumen Gentium §20
- 4CIC §77
- 51 Clemente 42-44 (séc. I)
- 6Confissão de Augsburgo, Art. XXVIII