Purgatório
Do latim purgatorium, de purgare (purificar, limpar). Local ou estado de purificação após a morte.
Definição Geral
Na teologia católica, é o estado de purificação final pelo qual passam os que morrem na graça de Deus, mas ainda com pecados veniais ou penas temporais devidas por pecados já perdoados. Não é um 'segundo inferno', mas uma preparação para o céu.
Dogma definido pelos Concílios de Florença (1439) e Trento (1563). O Catecismo ensina que os que morrem na graça de Deus, 'mas ainda não de todo purificados', sofrem uma purificação pós-morte 'para obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu' (CIC §1030). As orações pelos mortos (2Mc 12:46), a tradição patrística e 1 Coríntios 3:15 ('salvo como através do fogo') são bases desta doutrina. As indulgências podem reduzir as penas temporais do purgatório.
Visão Católica
Dogma definido pelos Concílios de Florença (1439) e Trento (1563). O Catecismo ensina que os que morrem na graça de Deus, 'mas ainda não de todo purificados', sofrem uma purificação pós-morte 'para obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu' (CIC §1030). As orações pelos mortos (2Mc 12:46), a tradição patrística e 1 Coríntios 3:15 ('salvo como através do fogo') são bases desta doutrina. As indulgências podem reduzir as penas temporais do purgatório.
Visão Protestante
Rejeitado como doutrina sem fundamento bíblico. Protestantes afirmam que a obra de Cristo é completa e suficiente: 'o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado' (1Jo 1:7). Não há estado intermediário — após a morte, o crente está imediatamente na presença de Cristo ('estar ausente do corpo é estar presente com o Senhor', 2Co 5:8). A doutrina do purgatório é vista como historicamente ligada ao abuso das indulgências que motivou a Reforma.
Fontes e Referências
- 11 Coríntios 3:15
- 22 Macabeus 12:46
- 3CIC §1030-1032
- 4Concílio de Florença (1439)
- 5Concílio de Trento, Sessão XXV
- 62 Coríntios 5:8
- 71 João 1:7