Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação
Documento histórico assinado pela Federação Luterana Mundial e pela Igreja Católica que estabelece um consenso fundamental sobre a doutrina da justificação. Declara que as condenações mútuas do século XVI não se aplicam mais à posição atual do outro lado, representando um marco no diálogo ecumênico.
Acessar documento originalContexto Histórico
Assinada em 31 de outubro de 1999 (aniversário da Reforma) em Augsburgo — simbolicamente, a mesma cidade onde a Confissão de Augsburgo fora apresentada em 1530. O documento é resultado de mais de 30 anos de diálogo luterano-católico. Em 2006, o Conselho Metodista Mundial aderiu à declaração, e em 2017 a Comunhão Mundial de Igrejas Reformadas também a assinou, ampliando o consenso ecumênico.
Trechos Relevantes
“Confessamos juntos que o pecador é justificado pela fé na ação salvífica de Deus em Cristo. Pela ação do Espírito Santo, no Batismo, lhe é concedido o dom da salvação, que fundamenta toda a vida cristã.”
DCDJ §25
“A compreensão da doutrina da justificação exposta nesta Declaração mostra que existe entre luteranos e católicos um consenso em verdades fundamentais da doutrina da justificação. À luz deste consenso, as condenações doutrinais correspondentes do século XVI não atingem o parceiro de hoje.”
DCDJ §41
Fontes Relacionadas
Catecismo da Igreja Católica
Compêndio oficial da doutrina católica promulgado por João Paulo II, organizado em quatro partes: Profissão de Fé, Celebração do Mistério Cristão, Vida em Cristo e Oração Cristã. É a referência moderna mais completa para a posição católica em praticamente todos os temas doutrinários.
Decretos do Concílio de Trento
Conjunto de decretos dogmáticos e disciplinares do XIX Concílio Ecumênico da Igreja Católica, convocado como resposta direta à Reforma Protestante. Definiu a posição católica sobre Escritura e Tradição, justificação, sacramentos e outros temas contestados pelos reformadores.
Suma Teológica
Tomás de Aquino
A obra-prima da teologia escolástica medieval e o tratado teológico mais influente da tradição católica. Estruturada em questões, artigos e objeções, a Suma sintetiza a filosofia aristotélica com a teologia cristã, fundamentando racionalmente doutrinas como a transubstanciação, a graça e a natureza dos sacramentos.