Septuaginta (LXX)
Do latim septuaginta (setenta). Nome derivado da lenda de que 72 tradutores (arredondado para 70) produziram independentemente traduções idênticas em 72 dias, confirmando a inspiração divina do trabalho. Abreviada como LXX.
Definição Geral
Tradução grega do Antigo Testamento produzida em Alexandria entre os sécs. III e I a.C. para os judeus da diáspora que falavam grego. Incluía os livros que católicos chamam de deuterocanônicos. Foi a versão do AT mais usada pelos autores do Novo Testamento e pela Igreja primitiva.
A LXX foi a Bíblia da Igreja apostólica. A maioria das citações do AT no NT segue o texto grego da Septuaginta, não o hebraico. O cânon da LXX — incluindo os deuterocanônicos — foi confirmado pelos concílios de Hipona, Cartago e Trento. A Igreja recebeu a fé 'da tradição oral dos apóstolos antes de os textos serem escritos' — e os apóstolos usavam a LXX.
Visão Católica
A LXX foi a Bíblia da Igreja apostólica. A maioria das citações do AT no NT segue o texto grego da Septuaginta, não o hebraico. O cânon da LXX — incluindo os deuterocanônicos — foi confirmado pelos concílios de Hipona, Cartago e Trento. A Igreja recebeu a fé 'da tradição oral dos apóstolos antes de os textos serem escritos' — e os apóstolos usavam a LXX.
Visão Protestante
A existência de livros na LXX não os torna automaticamente canônicos. A LXX era uma tradução com acréscimos, não um cânon fechado. Os manuscritos mais antigos da LXX (Vaticanus, Sinaiticus, Alexandrinus) divergem sobre quais livros incluem, mostrando que não havia cânon fixo. O AT autoritativo é o cânon hebraico, ao qual Jesus fez referência (Mt 23:35, Lc 24:44 — 'Lei, Profetas e Escritos').
Fontes e Referências
- 1Carta de Aristéias (séc. II a.C.)
- 2Codex Vaticanus (séc. IV)
- 3Codex Sinaiticus (séc. IV)
- 4Codex Alexandrinus (séc. V)