Tradição ProtestanteConfissão de Fé

Confissão de Augsburgo

Filipe Melanchthon·1530

A primeira grande confissão de fé protestante, redigida por Melanchthon e apresentada ao imperador Carlos V na Dieta de Augsburgo. Escrita em tom conciliatório, buscava mostrar que a doutrina luterana não se opunha à fé cristã histórica, mas corrigia abusos. Composta por 28 artigos, é o documento confessional central do luteranismo.

SoteriologiaSacramentosEclesiologia
luteranismomelanchthonaugsburgodieta imperialconfissão

Contexto Histórico

Apresentada em 25 de junho de 1530 na Dieta Imperial de Augsburgo, a Confissão foi escrita por Filipe Melanchthon com a aprovação de Lutero (que, por estar sob banimento imperial, não pôde comparecer). O texto buscava demonstrar ao Imperador Carlos V que os luteranos não eram hereges, mas cristãos fiéis. Dividida em artigos de fé (I-XXI) e artigos sobre abusos corrigidos (XXII-XXVIII), tornou-se o documento fundacional das igrejas luteranas.

Trechos Relevantes

JustificaçãoVer controvérsia
Ensina-se também que não podemos obter o perdão dos pecados e a justiça diante de Deus por nosso mérito, obra ou satisfação, mas recebemos o perdão dos pecados e nos tornamos justos diante de Deus por graça, por causa de Cristo, mediante a fé.

Artigo IV — Da Justificação

Ceia do SenhorVer controvérsia
Acerca da Ceia do Senhor se ensina que o verdadeiro corpo e o verdadeiro sangue de Cristo estão realmente presentes sob a forma do pão e do vinho, são distribuídos e recebidos.

Artigo X — Da Ceia do Senhor

Culto dos SantosVer controvérsia
Do culto dos santos se ensina que se pode propor à memória dos santos para que imitemos a sua fé e boas obras. Mas a Escritura não ensina a invocar os santos ou pedir-lhes ajuda, pois nos propõe unicamente Cristo como Mediador, Propiciador, Sumo Sacerdote e Intercessor.

Artigo XXI — Do Culto dos Santos

Da confissão se ensina que a absolvição privada deve ser mantida nas igrejas. Mas na confissão não é necessária a enumeração de todos os pecados, porque isso é impossível. Uma enumeração de todos os pecados é impossível, e as consciências não devem ser sobrecarregadas com a ansiedade de enumerar todos os pecados.

Artigo XXV — Da Confissão

Poder dos BisposVer controvérsia
O poder das chaves ou dos bispos, segundo o Evangelho, é um poder e mandato de Deus para pregar o Evangelho, perdoar e reter pecados, e administrar os sacramentos. Os bispos não têm poder de instituir ou estabelecer algo contra o Evangelho.

Artigo XXVIII — Do Poder dos Bispos

Fontes Relacionadas