Tradição CatólicaConstituição Dogmática

Lumen Gentium

Concílio Vaticano II·1964

Constituição Dogmática sobre a Igreja do Concílio Vaticano II. Define a natureza da Igreja como 'sacramento de salvação', a colegialidade episcopal, o papel do papado e dedica um capítulo inteiro (VIII) à Virgem Maria na economia da salvação.

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EclesiologiaMariologia
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Contexto Histórico

Promulgada em 21 de novembro de 1964, a Lumen Gentium representou uma renovação profunda da eclesiologia católica. Ao definir a Igreja primariamente como 'Povo de Deus' antes de falar da hierarquia, e ao reconhecer 'elementos de santificação e de verdade' fora das fronteiras visíveis da Igreja Católica, abriu portas significativas para o diálogo ecumênico — embora mantendo a centralidade do papado e do episcopado.

Trechos Relevantes

Eclesiologia
Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, embora fora da sua estrutura se encontrem muitos elementos de santificação e de verdade.

Lumen Gentium §8

Sucessão Apostólica e ColegialidadeVer controvérsia
Os bispos, por instituição divina, sucederam aos apóstolos como pastores da Igreja, de modo que quem os ouve, ouve a Cristo, e quem os rejeita, rejeita a Cristo e Aquele que o enviou.

Lumen Gentium §20

A bem-aventurada Virgem, predestinada desde toda a eternidade, juntamente com a Encarnação do Verbo divino, para Mãe de Deus, foi, por desígnio da divina Providência, na terra a mãe excelsa do divino Redentor.

Lumen Gentium §61

Veneração MarianaVer controvérsia
A Igreja não duvida em professar este papel subordinado de Maria, que ela não cessa de experimentar, e recomenda-o ao coração dos fiéis para que, apoiados nesta proteção materna, se unam mais intimamente ao Mediador e Salvador.

Lumen Gentium §62

Fontes Relacionadas