Tradição ProtestanteConfissão de Fé

39 Artigos de Religião

1571

Confissão de fé da Igreja Anglicana, que representa uma posição teológica intermediária entre o catolicismo romano e o protestantismo reformado. Os 39 artigos abordam Escritura, justificação, sacramentos e governo eclesiástico com linguagem deliberadamente aberta a interpretações variadas.

AutoridadeSoteriologiaSacramentosEclesiologia
anglicanismovia mediaelizabeth Iigreja da inglaterraartigos

Contexto Histórico

Finalizados em 1571 sob a Rainha Elizabeth I, os 39 Artigos são herdeiros dos 42 Artigos de 1553 (reinado de Eduardo VI), revisados por Matthew Parker. O anglicanismo elizabetano buscava uma 'via media' — um meio-termo que acomodasse tanto tendências protestantes quanto católicas no interior da Igreja da Inglaterra. Os artigos são propositalmente ambíguos em certos pontos (como a presença de Cristo na Ceia), permitindo amplitude interpretativa dentro da mesma confissão.

Trechos Relevantes

Suficiência da EscrituraVer controvérsia
A Sagrada Escritura contém todas as coisas necessárias para a salvação, de modo que o que nela não se lê, nem por ela se pode provar, não deve ser exigido de pessoa alguma que o creia como artigo de fé.

Artigo VI

JustificaçãoVer controvérsia
Somos considerados justos diante de Deus somente pelo mérito de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, pela fé, e não por nossas próprias obras ou merecimentos.

Artigo XI

A transubstanciação, ou a mudança da substância do pão e do vinho na Ceia do Senhor, não pode ser provada pela Sagrada Escritura; é repugnante às palavras claras da Escritura, subverte a natureza de um Sacramento e tem dado ocasião a muitas superstições.

Artigo XXVIII

Fontes Relacionadas