Tradição ProtestanteConfissão de FéFonte Fundamental

Confissão de Fé de Westminster

1646

Principal confissão de fé da tradição reformada/presbiteriana, composta por 33 capítulos cobrindo toda a doutrina cristã do ponto de vista calvinista. Elaborada pela Assembleia de Westminster, é o padrão doutrinário das igrejas presbiterianas no mundo inteiro e um dos documentos confessionais mais influentes do protestantismo.

AutoridadeSoteriologiaSacramentosEclesiologia
confissãopresbiterianismocalvinismoreformawestminster

Contexto Histórico

Redigida entre 1643 e 1646 pela Assembleia de Westminster em Londres, composta por 121 ministros e 30 membros do Parlamento inglês. O contexto era a Guerra Civil Inglesa: o Parlamento puritano buscava reformar a Igreja da Inglaterra em linhas presbiterianas. Embora nunca adotada oficialmente na Inglaterra (que permaneceu anglicana), a Confissão se tornou o padrão doutrinário na Escócia e nas igrejas presbiterianas mundiais.

Trechos Relevantes

Sola ScripturaVer controvérsia
O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias de religião devem ser determinadas, todos os decretos de concílios, opiniões de escritores antigos, doutrinas de homens e espíritos privados examinados, e em cuja sentença devemos descansar, não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura.

CFW, Cap. I, §10

Livros ApócrifosVer controvérsia
Os livros comumente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não são parte do cânon da Escritura; e portanto não têm autoridade na Igreja de Deus, nem devem ser de outro modo aprovados ou usados senão como quaisquer outros escritos humanos.

CFW, Cap. I, §3

JustificaçãoVer controvérsia
Os que Deus chama eficazmente, também justifica gratuitamente; não infundindo neles a justiça, mas perdoando-lhes os pecados e considerando e aceitando como justas as suas pessoas, não por qualquer coisa neles operada ou por eles feita, mas somente por causa de Cristo.

CFW, Cap. XI, §1

Ceia do SenhorVer controvérsia
A doutrina comumente chamada de transubstanciação, que ensina a mudança da substância do pão e do vinho na substância do corpo e do sangue de Cristo, é repugnante não somente à Escritura, mas até ao senso comum e à razão.

CFW, Cap. XXIX, §6

Oração e IntercessãoVer controvérsia
A oração, com ação de graças, sendo uma parte especial do culto religioso, é por Deus exigida de todos os homens. Para ser aceita deve ser feita em nome do Filho, pelo auxílio do Espírito, segundo a sua vontade; não é feita pelos mortos nem dirigida a qualquer outra criatura.

CFW, Cap. XXI, §2-3

O Papa como AnticristoVer controvérsia
Não há outro Cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo. Em sentido algum pode o Papa de Roma ser o cabeça dela, mas é aquele Anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição que se exalta na Igreja contra Cristo e contra tudo o que se chama Deus.

CFW, Cap. XXV, §6

Estado após a MorteVer controvérsia
Os corpos dos homens, depois da morte, voltam ao pó e veem a corrupção; mas as suas almas, que não morrem nem dormem, tendo uma subsistência imortal, voltam imediatamente para Deus, que as deu. As almas dos justos são então aperfeiçoadas em santidade e recebidas nos mais altos céus.

CFW, Cap. XXXII, §1

Arrependimento e ConfissãoVer controvérsia
Os homens não devem contentar-se com um arrependimento geral, mas é dever de cada um procurar arrepender-se de cada pecado particular. Como todo homem é obrigado a fazer confissão particular de seus pecados a Deus, orando pelo perdão, o abandono do pecado e a renovação da vida são garantidos.

CFW, Cap. XV, §5-6

Fontes Relacionadas